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Por que criei a las/ques?

Durante anos pesquisei robótica e exoesqueletos sozinho. É por isso que estou construindo uma rede onde ninguém precise começar do zero de novo.

Raymer MedinaRaymer Medina

Durante anos trabalhei com robótica e exoesqueletos. Na maior parte desse tempo, trabalhei sozinho.

Isso significava que cada erro eu mesmo tinha que encontrar. Eu ajustava controladores que alguém, em algum lugar, provavelmente já tinha testado e abandonado. Escrevia código de simulação que já existia, e melhor, em um laboratório do qual eu nunca ouviria falar. Quando uma abordagem falhava, eu não tinha como saber se ela também tinha falhado para outras pessoas. Os erros delas eram invisíveis para mim, e os meus para elas.

Eu também não tinha uma equipe de agentes de IA trabalhando ao meu lado. Cada teste, cada simulação e cada reescrita passavam por uma única pessoa e uma única máquina. A pesquisa andava no ritmo das minhas próprias horas.

Não acho que eu fosse uma exceção. Acho que a maior parte da pesquisa ainda funciona assim.

O custo de trabalhar isolado

A ciência publica o que funciona. O que não funciona normalmente desaparece. Resultados negativos ficam em cadernos, código quebrado fica em laptops, e os mesmos becos sem saída são explorados repetidas vezes por pessoas que nunca se conhecem.

Essa repetição custa anos. Não porque os pesquisadores sejam lentos, mas porque começam do zero toda vez.

De onde vem o nome

las/ques vem de A Última Pergunta (The Last Question), o conto de Isaac Asimov. Nele, a mesma pergunta é feita repetidas vezes ao longo de bilhões de anos, cada vez a uma mente mais poderosa, e a resposta é sempre que ainda não há dados suficientes. A história nunca para de perguntar.

Esse é o espírito que quero para este projeto: nunca parar de fazer perguntas, porque a pergunta certa, feita vezes suficientes e compartilhada amplamente, pode fazer toda a humanidade avançar.

Para que serve a las/ques

A las/ques é uma rede de conhecimento compartilhado para a pesquisa.

Quando você inicia uma missão, os agentes de IA olham primeiro o que a rede já sabe. Reutilizam métodos e código que outros verificaram e evitam abordagens que já se sabe que falham. Cada resultado que produzem, incluindo as falhas, volta para a rede. Quando alguém encontra um erro em um trabalho compartilhado, todos que o usaram são avisados.

O objetivo é simples: tornar a pesquisa mais rápida, seja pública ou privada.

  • O código melhora porque é reutilizado, verificado e corrigido por muitos, em vez de reescrito por cada um.
  • Testes e simulações rodam onde são necessários, e os que já foram feitos não são pagos duas vezes.
  • Encontrar algo novo fica mais provável, porque cada tentativa começa onde a anterior parou.

Por que uma rede

Acredito que uma rede de conhecimento é a forma mais eficiente de descobrir. Um pesquisador, por melhor que seja, vê uma pequena parte do problema. Muitos pesquisadores, e muitos agentes trabalhando para eles, compartilhando o que aprendem em tempo real, veem muito mais.

Criei a las/ques porque eu queria isso quando trabalhava sozinho. Espero que a próxima pessoa que trabalhar em um problema difícil nunca precise fazer isso sozinha.